Grupo B: Carros e Sons

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Eu ia postar outra coisa, mas me deparei com esses vídeos no youtube e achei que seria bom compartilhar. Além do que, mês passado eu vacilei e acabei não dando continuidade a série do Grupo B, então serão dois posts sobre o tema esse mês.

E para começar vale a pena aumentar o volume e curtir o som e as belas imagens das máquinas que aceleravam por lá. Era uma época bem diferente de hoje em dia, verdadeiros foguetes nas pistas estreitas e uma multidão enlouquecida em volta. Li em algum lugar que os pilotos não viam as pessoas como "pessoas", senão não conseguiriam acelerar daquela forma. Enfim, uma pena ter acabado da forma como acabou, mas valeu muito por tudo que representou para o rally mundial, e pelos carros que ficaram na história.


Oreca 01-AIM

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O amigo Interdomin (blog Coches a Escala) me mandou um link com várias ótimas fotos dessa última 24H de Le Mans, e escolhi essa para iniciar o dia de hoje. É o Oreca 01-AIM da equipe Oreca Matmut com a bela pintura colorida já característica nos carros do time francês, e que chama muito a atenção.

Após o abandono de todos os Peugeots, inclusive o da própria Oreca, esse carro terminou na honrosa 4ª posição geral, e foi o primeiro dos carros movidos a gasolina. Imagino o investimento que não foi para a equipe correr com o 908, e acabaram terminando a corrida com seu próprio protótipo. Mas enfim, tomara que continuem nas disputas colorindo o grid com seus belos carros.

Porsche 961

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#180, campeão em Le Mans em 1986.


961 em teste.

O blog ficou abandonado hoje, as coisas estão corridas no trabalho e o tempo está curto, mas pelo menos uma atualização tem que ter aqui todo dia, e hoje eu escolhi um carro que marcou minha infância. Marcou não porque eu vi correr, era apenas um bebê na época que ele acelerava, mas porque meu irmão tinha uma miniatura desse carro e quando me deparei há alguns dias atrás com a foto dele na internet me veio logo a memória. Impressionante como certas coisas a gente não esquece, e eu vi essa mesma mini outro dia com minha sobrinha, já bem danificada pelo tempo e pelo uso, mas continuava lá a bela pintura azul, dourado, vermelho e branco da forma como eu lembrava.

Mas enfim, esse é o Porsche 961, que foi construído baseado na versão 959 do esportivo de rua, para competir no Grupo C do World Endurance Championship. O 959 teve uma versão de rally construída para o Grupo B, que acabou nunca correndo por lá devido ao fim da categoria, mas venceu o Paris-Dakar em 1986 com Jacky Ickx, uma conquista marcante para a fábrica. Com essa vitória, a Porsche se empolgou e resolveu levar o carro para a pista, nascendo assim o 961.

O carro foi pintado todo de branco, equipado com um motor Twin Turbo V6 2.8L com 680HP que levava a máquina a 330Km/h, e estreiou logo de cara nas 24H de Le Mans em 1986, sendo o primeiro carro 4WD a disputar a corrida. Provando que não era bom apenas na terra, venceu a sua categoria IMSA GTX e terminou em sétimo na geral, pilotado por Rene Metge e Claude Ballot-Lena. E isso mesmo estando à sombra dos Porsches 956, vencedores na geral naquele ano. Após essa participação o 961 disputou as 3H em Daytona na final do IMSA nos EUA, terminando mal colocado devido a problemas com os pneus, e depois só reapareceu nas 24H de Le Mans do ano seguinte.

Nessa edição de 1987 de Le Mans a montadora resolveu pintar o carro com as cores da Rothmans para combinar com os 962C, e o #203 recebeu a clássica e marcante pintura já mencionada, e que sem dúvida deixou o visual muito mais bonito. Mas após 17 horas de corrida, o piloto Kees Nierop perdeu o controle devido a problemas com o câmbio e bateu forte no guard-rail, iniciando um incêndio e danificando muito o carro que saiu da disputa. E assim se encerrou a breve carreira do único exemplar 961 já construído, que foi consertado e colocado em exposição no museu da Porsche na Alemanha. A idéia da Porsche era vender o 961 para outras equipes, mas devido ao alto preço do carro e a já vitoriosa existência do 956, não obtiveram nenhum pedido sequer, e o projeto foi descontinuado, uma pena pois teria sido interessante ver mais dessa bela máquina nas pistas.



Porsche 959 vencedor do Paris-Dakar de 1986 com Jacky Ickx.

Trilha de Vento - F1

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Williams FW11B de Nelson Piquet.

O tempo hoje está curto, então não terei como dar atenção ao blog. Mas para não deixar o dia em branco selecionei essas duas imagens curiosas e interessantes que mostram o deslocamento do ar pela asa traseira de um carro de F1. Eu já tinha visto imagens parecidas em vídeos de testes em túneis de vento, mas assim na pista foi a primeira vez, não sei se tem um nome pra isso. Achei bem maneiro, mostra a eficiência da peça e a velocidade desses carros.

E como vocês são experts em F1, não duvido nada que saibam informar os modelos dos carros em questão.

*Atualizado
Surgiram novas informações sobre essas fotos graças a ajuda de alguns amigos. O Luis informou que esse fenômeno é conhecido na aerodinâmica como "esteira", uma zona de baixa pressão resultante do deslocamento da camada limite de escoamento, deu pra entender? Pois bem, o Tohmé e o Volney disseram que tem a ver com a umidade do ar, o Marcos matou as marcas dos carros e o ano, e o Rafael como sempre deu a ficha completa deles. O primeiro é a Williams FW11B de Nelson Piquet, que deu o título ao brasileiro em 1987, e abaixo está a Ferrari F187 de Michele Alboreto, do mesmo ano. Esse blog não seria o mesmo sem a ajuda dos amigos, valeu pessoal!


Ferrari F187 de Michele Alboreto.

Ferrari 512M

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1971, 500km de Imola, Merzario.

1971, Nurburgring, Herbert Muller.

1972, Michael Parkes em Riverside. Scuderia Filipinetti's 512F.

1971.

Foto recente em evento de históricos.

E finalmente o carro que estou para postar há alguns dias e não vinha conseguindo, a belíssima Ferrari 512M. A história desse carro se inicia após o fracasso da versão 512S, criada as pressas pela fábrica no final da década de 60, em combater o domínio dos Porsches 917 no campeonato mundial de marcas, mas falarei do modelo S um outro dia. Como os resultados da S não foram os esperados, a Ferrari preparou uma nova versão no fim de 1970, a 512M - M de Modificata - com um motor mais potente e uma carroceria redesenhada, sendo a traseira semelhante a do seu maior rival, o que diminuiu bem o peso total. O motor, que dava nome ao carro, era um 5.0L V12 com 610HP.

Esse novo modelo era muito promissor, e estreou com a dupla Ickx/Giunti já tomando a pole dos Porsches, mas abandonado com problemas mecânicos. Na corrida seguinte eles fizeram a pole novamente, e conquistaram a tão desejada vitória contra os Porsches. Era de se esperar então que o carro representaria a volta definitiva das vitórias para a marca no campeonato, mas Enzo Ferrari preferiu voltar as atenções para o protótipo 312 PB, que acabou dominando o início dos anos 70.

E assim a 512M continuou correndo apenas por equipes privadas que não tiveram como continuar com o desenvolvimento no mesmo nível dos Porsches. Mesmo assim o carro conseguiu alguns bons resultados com essas equipes particulares em campeonatos variados, mas nunca representou a força que poderia ser. A mais famosa é a bela versão da Penske com a pintura azul e amarela da Sunoco, que foi pilotada por Mark Donohue. No fim das contas a 512M teve um tempo curto de vida e uma história bem abaixo do que poderia ter tido, mas valeu por ser uma dos mais belos protótipos da fábrica e nos proporcionar imagens com essas.

*Atualizado
O amigo Lorenzo informou que a #13 é uma Ferrari 512F, e não M, e pertencia a Scuderia Filipinetti's. De diferente eu reparei nas janelas laterais e no fato de não ter farol.

Donohue e a bela Ferrari #6.

Daytona 1971, Donohue.

Ferrari Sunoco em 2004 no Le Mans Classic.

1000km BOAC em Brands Hatch 1971, Escuderia Montjuich.

Escuderia Montjuich no Modena Motorsport Trackday em 2009.