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Spitting Fire: Nissan 300ZX

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Mais uma cuspida pintando por aqui esse mês, por sinal uma de respeito. Dessa vez do bonito Nissan 300ZX da Newman Racing que correu no IMSA GT em 1987. O carro merece um post a parte em uma outra oportunidade, mas vale reparar em como os japoneses fizeram ótimos carros de corrida na década de 80, uma máquina melhor do que a outra, e quem ganhou foi a história e o automobilismo.

Panoz Esperante GTR-1

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Carros da DAMS no Fia GT de 97.


Carros da David Price Racing no Fia GT de 97.

Para que não hajam confusões quanto aos modelos dos carros, esse é o Panoz Esperante GTR-1 que disputou entre 97 e 99 o Fia GT e as 24H de Le Mans na Europa, e o IMSA GT, o USSRC e a ALMS na América do Norte. Ele antecedeu o LMP-1 mostrado no post anterior, e embora sejam parecidos, o GTR-1 possui a carroceria fechada ao contrário de seu sucessor. Esse carro foi desenvolvido pela Panoz junto com a Reynard Motorsport e uma das exigências do Don Panoz foi que o visual fosse baseado de alguma forma no modelo de rua da marca, o Esperante. E então surgiu esse clássico do fim da década de 90 com um visual diferente marcado pela frente comprida com o cockpit mais atrás, meio narigudo, e que chegou a receber o apelido de "Batmóvel" por sua semelhança com o carro do homem-morcego.

O motor Ford foi desenvolvido pela Roush Racing, um V8 6.0L com 600HP. Interessante que para o carro ser homologado, uma versão de rua precisou ser construída e acabou ficando nas mãos do Don Panoz, devia ser um ótimo "brinquedo". Seis carros foram construídos e duas frentes se formaram para utilização deles, a fábrica correria nos EUA e a equipe francesa DAMS utilizaria na Europa. Nesse primeiro ano os resultados não corresponderam as expectativas, os carros tiveram vários problemas de motor, muitos abandonos e quebras mas chegaram a ganhar uma corrida ou outra, sendo que os três inscritos em Le Mans não chegaram ao fim.

Em 98 o carro dominou o IMSA conquistando os títulos de piloto e construtores, e a DAMS melhorou seus resultados no Fia GT, terminando em quinto ao final da temporada. Em Le Mans o melhor resultado foi o 7º na geral. Nesse ano também foi construída em parceria com a Zytek uma versão híbrida chamada de Q9 Hybrid, que utilizava um motor elétrico e foi desenvolvida pela David Price Racing. Para chamar a atenção pintaram o carro de roxo e puseram alguns raios amarelos, mas o bólido se mostrou muito pesado por conta das várias baterias e não se classificou para Le Mans. Ainda correu em Petit Le Mans, terminando em 12º e o projeto foi abandonado.

Com o fim da classe GT1 no Fia GT em 99, só sobrou a Panoz correr com o Esperante na ALMS, e o LMP-1 também já estava em desenvolvimento. Duas tentativas foram feitas com o GTR-1 mas os carros não chegaram ao fim das corridas, e assim foram aposentados mas a sua aparência diferente ficou marcada para sempre na história.

Modelos de 99 da Panoz Motorsports e da DAMS.

Panoz Esperante Q9 Hybrid.

Zakspeed Ford Mustang

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Sou fã desse estilo de carro de corrida com linhas retas e body kits exagerados da década de 80, eles marcaram época em campeonatos do mundo todo, tanto os Silhouettes japoneses, quanto os Zakspeeds na Europa e Estados Unidos, e vários outros modelos. Já apareceram alguns aqui pelo blog, e hoje encontrei mais essa bela máquina, o Zakspeed Ford Mustang, que disputou o IMSA GT no início dos anos 80 com Klauss Ludwig na pilotagem.

O carro teve bons resultados, venceu algumas corridas, e entre seus adversários estavam os Porsches 935. No início tinham o apoio da Miller, depois a marca de cerveja saiu e a montadora fechou uma parceria com a Jack Roush Racing, e o carro correu mais um ano. Logo depois ficou obsoleto frente aos novos protótipos da época, e a fábrica voltou os investimentos para o Mustang GTP, que vai ser história pra um outro post.



Ferrari 333SP

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O carro de hoje é a Ferrari 333SP, um protótipo construído pela fábrica italiana para disputar a categoria WSC (World Sports Car, que substituiu a GTP) do IMSA, campeonato norte americano que já vimos aqui outras vezes. Vale ressaltar que esse carro marcou o retorno oficial da Ferrari a esse tipo de corrida após 20 anos de ausência. Eles contrataram a Dallara para desenvolver o chassi, enquanto se dedicavam ao motor, uma versão do V12 utilizado na Ferrari F92A da F1, 4.1L com aproximados 600HP. Eram quatro carros para três equipes, sendo uma delas a MOMO Sports, onde o dono da empresa era um dos pilotos.

O carro estreou vencendo a terceira etapa do IMSA GT de 1994, e na etapa seguinte conquistou as três primeiras posições da corrida. Até o fim dessa temporada venceu mais três vezes, mas não foi o suficiente para conquistar o título (que ficou com um Oldsmobile) devido a ausência nas três primeiras corridas. Em 1995 veio a vingança e a 333SP ganhou o campeonato de marcas e de pilotos. Nesse ano também estreou nas 24H de Le Mans, mas sem obter grandes resultados, sendo o melhor um sexto lugar. Em 96 e 97 o carro continuava competitivo, venceu várias corridas, mas tiveram que se contentar com dois vice campeonatos.

Em 1998, uma equipe particular deu uma atualizada no carro e foi experimentar novos ares no ISRS (Internacional Sports Racing Series), mais tarde chamado de Fia GT. Ganharam todas as corridas e conquistaram as duas primeiras posições do campeonato. Também venceram o ISRS nos dois anos seguintes. Em 99, resolveram ir para a Europa, já que não tinham muita chance na recém-criada ALMS dominada pela Audi e a BMW, mas não conseguiram muitos resultados. Com o carro ficando cada vez mais desatualizado, foi sumindo aos poucos das corridas internacionais, passou a utilizar motor Judd por conta dos custos, e fez mais algumas aparições esporádicas, sendo a última em 2003.

Gostei do visual do carro, muito bonito, e a pintura da MOMO é show. Difícil ver um protótipo da Ferrari nesse estilo, talvez esse seja o único, e foi vencedor, conquistou muita coisa e é considerado por muitos um dos melhores protótipos de todos os tempos.